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Caio GraccoTerapias da Completude
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Tipos de Osatoshi: o guia de cada modalidade e por onde começar

Um mapa das modalidades de Osatoshi, agrupadas em quatro famílias, com o que cada uma se propõe a fazer, o que exige antes e por que praticamente todo caminho começa no mesmo lugar.

Por Caio Gracco10 min de leitura

Se você já procurou por Osatoshi em português, provavelmente esbarrou numa lista de nomes que não explica nada: individual, de ancestrais, de vingativos, do lugar, ativação disso, divórcio energético daquilo. Este texto é o mapa que faltava. Ele diz o que cada modalidade se propõe a fazer e como elas se agrupam. E diz também o que quase ninguém escreve: o que a tradição exige antes de cada uma.

Antes de qualquer coisa, o tamanho do assunto. Osatoshi é prática espiritual da tradição japonesa da Shinri. Não é tratamento de saúde, não tem comprovação científica, não trata doença física nem transtorno mental e não substitui médico, psicólogo ou medicação. Se você ainda não sabe do que se trata, o ponto de partida é o que é o Osatoshi; aqui eu parto do princípio de que essa parte você já leu.

As quatro famílias de Osatoshi, numa tabela

A tradição não organiza as modalidades assim de forma oficial, mas na prática do atendimento elas se agrupam com bastante clareza em quatro conjuntos. Entender a família resolve metade das dúvidas sobre qual pedir.

FamíliaModalidadesPara que a tradição diz que serve
Limpeza e salvaçãoIndividual, de Ancestrais, de Vingativos da Família, de Falecido, do Lugar, para Venda de Imóvel, para Empresas, de Bebê Abortado, de Animais, de Animais FalecidosConduzir à salvação os espíritos ligados a uma pessoa, a uma linhagem, a um endereço ou a um animal. É a base do sistema e o que todo o resto pressupõe
Divórcios energéticosde uma pessoa, de falecido, de religiãoRomper um vínculo específico que continua ativo: com alguém vivo, com alguém que morreu, ou com um grupo espiritual do qual a pessoa saiu
Harmonizaçõesde duas pessoas, de egrégoras, de animaisTrabalhar a desarmonia entre partes que vão continuar convivendo: duas pessoas, os grupos aos quais alguém pertence, os animais de uma casa
AtivaçõesProsperidade e Abundância, Vida Afetiva e Relacionamentos, Saúde e VitalidadeO trabalho mais longo do sistema, dirigido a uma área da vida, e o único que exige uma sequência inteira de trabalhos anteriores

Família 1: limpeza e salvação

É o coração do método e o lugar de onde tudo parte. A premissa da tradição é que espíritos podem ficar presos, sofrendo ou movidos por rancor antigo, e se ligar a pessoas, famílias, lugares e animais. O que a Shinri chama de salvação não é expulsão nem exorcismo: é conduzir esse espírito à reparação dos próprios atos e encaminhá-lo ao que a tradição chama de mundo divino. Não há combate, não há culpado e não há a ideia de que você atraiu aquilo por merecimento.

Dentro dessa família, o Osatoshi Individual trata do que estaria ligado diretamente à pessoa. O Osatoshi de Ancestrais se volta aos antepassados que a tradição descreve como em sofrimento, para que a proteção da linhagem se restabeleça. O Osatoshi de Vingativos da Família trabalha dois grupos distintos: os espíritos de quem os ancestrais fizeram sofrer e os que guardam rancor contra a família.

Quando o assunto é alguém que morreu, existe o Osatoshi de Falecido, com uma regra concreta: a tradição recomenda esperar cerca de cinquenta dias após a morte. Para bebês perdidos em gestação, o tema é tratado com o cuidado que merece no Osatoshi de bebê abortado.

Quando o objeto não é uma pessoa e sim um endereço, entram o Osatoshi do Lugar, a variação para imóvel que não vende nem aluga e o Osatoshi para empresas e negócios. E há ainda os animais: o Osatoshi de animais para bichos vivos com comportamento persistente, sempre depois do veterinário e nunca no lugar dele, e o Osatoshi de animais falecidos, que serve sobretudo ao luto de quem ficou.

A lógica comum a todos: uma série de três, com pelo menos uma semana de intervalo. A imagem que a tradição usa é a de camadas de cebola sendo retiradas: o segundo trabalho alcança o que o primeiro não alcançava.

Família 2: os divórcios energéticos

Aqui o objeto não é um espírito preso, e sim um vínculo. A tradição fala em cordões energéticos, pactos inconscientes e laços cármicos que permanecem ativos muito depois de a relação ter acabado na vida prática.

O divórcio energético de uma pessoa é o mais procurado: quem quer encerrar de fato a ligação com um ex, sair de uma relação que corrói ou limpar vínculos antigos antes de começar algo novo. E aqui vem um detalhe honesto que a própria tradição sustenta: em caso de separação com conflito, a orientação é tentar antes a harmonização entre as duas pessoas. A tradição chega a dizer que isso pode tornar a separação consensual, ou desnecessária. Romper não é o primeiro recurso.

O divórcio energético de falecido trata o vínculo com alguém que morreu, pessoa ou animal, quando a saudade, a culpa ou o apego travam a vida de quem ficou. Ele tem um pré-requisito real: o falecido precisa já ter recebido o Osatoshi de Falecido, ou os dois pedidos são feitos juntos.

O divórcio energético de religião é o único com uma restrição absoluta: só a própria pessoa pode pedir. Ninguém pede por outro. Trata-se de votos antigos e compromissos assumidos que continuam pesando depois da saída. Nada a ver com julgar a instituição de onde a pessoa veio.

Se a sua dúvida é mais ampla do que uma modalidade, o texto sobre corte de laços discute o que esse tipo de trabalho faz e o que ele não faz.

Família 3: as harmonizações

Enquanto o divórcio energético separa, a harmonização aproxima, ou pelo menos tira a fricção do caminho. É a família indicada quando as partes vão continuar convivendo.

A harmonização de duas pessoas é a mais pedida, e traz um critério que vale ouro: a própria associação observa que muita gente pede harmonização quando o mais indicado seria o Osatoshi Individual. Traduzindo: começar por si costuma mudar mais a relação do que trabalhar a relação diretamente. Outra coisa: não se refaz harmonização para um par já harmonizado.

A harmonização de egrégoras reúne os grupos aos quais alguém pertence (espirituais, religiosos, profissionais, acadêmicos) e busca harmonizá-los entre si. É indicada para quem circula em muitos ambientes com valores conflitantes, e por não exigir nada antes acaba sendo a porta de entrada mais simples do sistema. Se o termo é novo para você, ele é destrinchado em o que é egrégora.

A harmonização de animais trata a desarmonia entre bichos da mesma casa, ou entre um bicho e uma pessoa da família. É clássico na chegada de um animal novo ou de um novo morador. E vale a mesma regra: veterinário e adestrador vêm antes. Agressividade que aparece do nada, na maioria das vezes, é dor.

Família 4: as ativações, e por que elas ficam no fim

Esta é a parte do texto que separa informação de propaganda, e é por ela que vale a pena ter chegado até aqui.

As três ativações, que são a prosperidade e abundância, a vida afetiva e relacionamentos e a saúde e vitalidade, formam o trabalho mais extenso do sistema. E são também o mais anunciado por aí, geralmente sem a informação que vem agora.

A tradição exige uma sequência inteira de trabalhos antes de qualquer ativação. Não é recomendação simpática. É a regra da própria Shinri.

  • Para a ativação da prosperidade: três Osatoshis individuais voltados a esse tema, um de ancestrais responsáveis, três de ancestrais paternos e maternos e três de vingativos de ancestrais. Dez trabalhos antes.
  • Para a ativação da vida afetiva: três individuais voltados ao tema, três de ancestrais e três de vingativos de ancestrais. Nove trabalhos antes.
  • Para a ativação da saúde e vitalidade: três individuais, três de ancestrais e três de vingativos. Nove trabalhos antes. E a própria associação orienta que esse tipo seja recebido depois ou durante os devidos tratamentos médicos, nunca no lugar deles.

Some a isso o intervalo mínimo de uma semana entre trabalhos e você entende o tamanho real do caminho: meses, não semanas. Quem oferece uma ativação como primeiro atendimento está vendendo atalho para uma tradição que não tem atalho.

E há um limite que a própria Shinri coloca e que eu repito com prazer: a ativação da prosperidade não existe para trazer dinheiro. Ela é descrita como trabalho sobre o que a tradição chama de votos e decretos de pobreza, pessoais e ancestrais. Se alguém prometeu faturamento, não era Osatoshi que estava sendo vendido. O assunto tem uma leitura mais ampla em bloqueio financeiro.

Por onde começar, na prática

Se você leu tudo e ainda não sabe qual pedir, a resposta quase sempre é a mesma: o [Osatoshi Individual](/blog/osatoshi-individual). Ele não exige nada antes, é a base do sistema e é justamente o que a tradição pede como pré-requisito da maioria dos outros trabalhos. Comece por ele mesmo que a sua dor seja a relação com sua mãe, o imóvel que não vende ou a sensação de que a vida financeira não sai do lugar.

Há duas exceções razoáveis. A primeira é quando o assunto é claramente um endereço e não uma pessoa: casa nova que pesa desde o primeiro dia, ponto comercial que ninguém segura. A segunda é a harmonização de egrégoras, que por não ter pré-requisito funciona bem para quem quer conhecer o trabalho antes de se comprometer com uma sequência.

E há um caso em que a resposta não é nenhuma modalidade. Se o que está acontecendo tem cara de sofrimento psíquico, o primeiro caminho é outro. Dizer isso faz parte do meu trabalho, não é recusa dele.

Como escolher sem se perder

Três perguntas resolvem a maior parte dos casos. O assunto é você, outra pessoa, um lugar ou um bicho? Isso já indica a família. Existe um vínculo específico que você quer encerrar? Então é divórcio energético. Você quer trabalhar uma área inteira da vida? Então é ativação, e você vai precisar do caminho todo antes.

O restante se conversa. A página da prática reúne o formato dos atendimentos em Osatoshi, e a dúvida específica pode ir direto pelo contato, inclusive para ouvir que o seu caso não é para mim.

Escolher a modalidade certa importa menos do que entender a ordem. Um sistema que pede dez trabalhos antes de uma ativação está dizendo, com todas as letras, que não existe pressa aqui. Essa é provavelmente a informação mais útil deste texto inteiro.

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Perguntas frequentes

Quantos tipos de Osatoshi existem?
A tradição da Shinri descreve cerca de vinte modalidades, que se organizam em quatro grandes famílias: os trabalhos de limpeza e salvação, os divórcios energéticos, as harmonizações e as ativações. Cada uma tem um objeto próprio e regras próprias de pedido.
Qual tipo de Osatoshi devo fazer primeiro?
Na quase totalidade dos casos, o Osatoshi Individual. Ele não tem pré-requisito e é justamente o que a tradição pede antes da maioria dos outros trabalhos. Quem chega querendo resolver a relação com outra pessoa ou ativar uma área da vida costuma ser orientado a começar por si mesmo.
Posso fazer direto o Osatoshi de Ativação da Prosperidade?
Não. A tradição estabelece pré-requisitos pesados para as ativações: dependendo do tipo, são nove ou dez trabalhos anteriores antes de chegar lá. Quem oferece uma ativação como primeiro atendimento está ignorando a própria regra da tradição.
Osatoshi cura doença ou resolve problema financeiro?
Não. Osatoshi é prática espiritual, sem comprovação científica, que não trata doença física nem transtorno mental e não substitui cuidado médico ou psicológico. Também não é método de ganhar dinheiro: a própria tradição delimita que a ativação da prosperidade não existe para trazer dinheiro.
Todos os tipos de Osatoshi podem ser feitos à distância?
Sim. Todas as modalidades são conduzidas à distância, com os dados que cada tipo exige: nome e data de nascimento, sobrenomes da família, endereço do imóvel, razão social da empresa, conforme o caso.

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