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Caio GraccoTerapias da Completude
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Osatoshi para empresas: quando o ambiente de trabalho adoece

O que a tradição da Shinri propõe para empresas e negócios, os dados que se pedem, e uma seção honesta sobre tudo o que esse trabalho não substitui, a começar pela gestão.

Por Caio Gracco7 min de leitura

Você é dono de um negócio e alguma coisa ali não fecha. Os números até se explicam, mas o clima não: gente boa que pede demissão em seis meses, dois sócios que não se falam direito desde o ano passado, um ponto que já foi de três empresas diferentes e nenhuma vingou, aquele fim de tarde em que a loja fica pesada sem motivo. O Osatoshi para empresas e negócios é, na tradição japonesa da Shinri, o trabalho dirigido a esse conjunto: o endereço onde o negócio opera e os vínculos que a tradição descreve em relação a sócios, donos e envolvidos.

Antes de continuar, duas frases que valem mais do que o texto inteiro. Osatoshi é prática espiritual, sem comprovação científica. Não é consultoria, não é gestão e não é atendimento de saúde. E: ninguém pode prometer aumento de vendas ou de faturamento a partir de um trabalho espiritual. Quem promete está vendendo o que não tem, e você, que administra um negócio, sabe reconhecer esse tipo de oferta melhor do que a maioria.

O que a tradição propõe

A premissa da Shinri é que espíritos podem ficar presos e se ligar a pessoas e a lugares. Aplicada a um negócio, essa leitura tem duas frentes.

A primeira é o endereço: o ponto, a sala, o galpão, o prédio, e o que a tradição chama de cercanias. É a mesma lógica do Osatoshi do Lugar, aplicada a um espaço de trabalho. Vale para o ponto que já enterrou três inquilinos e para a sala nova onde ninguém consegue produzir depois das quatro da tarde.

A segunda são as pessoas: sócios, donos, responsáveis e envolvidos. Aqui entra o que a tradição descreve como vingativos ligados a essas pessoas, a mesma lógica que aparece no Osatoshi de Vingativos da Família, transposta para o contexto do negócio.

E há um terceiro elemento, que costuma ser o mais interessante para quem tem empresa: a egrégora. A tradição usa essa palavra para a energia concentrada de uma coletividade, e uma empresa é uma coletividade com nome, história e cultura própria. Qualquer pessoa que já trocou de emprego sabe, sem precisar de vocabulário espiritual, que existe algo real na diferença de clima entre duas empresas do mesmo ramo, na mesma rua, com o mesmo produto. O termo está explicado em o que é egrégora.

Em todos os casos, o trabalho da tradição é de encaminhamento, não de expulsão. Salvar, na Shinri, nunca significa mandar embora à força.

Os dados que se pedem

A lista é curta e não inclui nada que você não daria a um fornecedor comum: razão social e nome fantasia, endereço completo do estabelecimento, ramo de atividade, nomes dos sócios ou responsáveis, e um relato do que vem acontecendo e desde quando.

O relato é a parte que mais ajuda. Não como planilha. Como descrição do cotidiano. Desde quando está assim. O que mudou por volta dessa época: sócio novo, mudança de endereço, saída de alguém, um episódio que ninguém comenta mais. Quem sente o clima e quem não sente.

O que não se pede: balanço, extrato bancário, faturamento, folha de pagamento, dados de cliente. Se alguém pedir informação financeira para conduzir trabalho espiritual, encerre a conversa ali.

O trabalho é conduzido à distância, como todas as modalidades da tradição, e não exige visita ao estabelecimento, ritual presencial nem participação de funcionário nenhum. Sobre isso, aliás, um ponto de bom senso: crença é assunto pessoal, e ninguém dentro de uma empresa deve ser constrangido a aderir à prática espiritual do dono.

O que ele não é, e você precisa ler esta parte

Esta é a seção mais útil do texto, e a que a maioria dos sites omite.

Não substitui gestão. Se o estoque está errado, se ninguém sabe quem decide o quê, se a escala de trabalho é improvisada toda segunda-feira, se o processo de venda só funciona quando o dono está presente, isso é gestão. E gestão se resolve com gestão. O Sebrae faz isso de graça, inclusive.

Não substitui precificação. Muito negócio que "não anda" vende bem e ganha mal, porque o preço foi montado no chute e nunca foi revisto depois que o custo subiu. Nenhum trabalho espiritual corrige uma margem negativa.

Não substitui contabilidade. Fluxo de caixa desorganizado, tributação errada, mistura entre a conta da empresa e a conta pessoal do dono. São problemas com nome, com solução conhecida e com profissional próprio.

Não substitui marketing e posicionamento. Loja em rua sem movimento, produto sem diferença, ninguém sabendo que você existe: nada disso é espiritual.

E não resolve o conflito societário que todo mundo finge não ver. Este é o item mais importante da lista, e digo sem meias palavras. Uma sociedade em que um trabalha mais que o outro e ninguém fala sobre isso. Um sócio que faz retirada além do combinado. Um contrato social escrito na pressa, em 2016, que ninguém releu desde então. Um irmão que entrou na empresa por parentesco e não por competência. Isso corrói o clima de uma empresa mais rápido que qualquer coisa que uma tradição espiritual descreva. E continua corroendo depois de qualquer trabalho, porque a origem continua sentada na sala ao lado.

Quem procura trabalho espiritual para não ter a conversa societária está comprando adiamento, e adiamento em sociedade costuma sair caro. Se, além disso, existe desarmonia declarada entre duas pessoas específicas, a tradição tem uma modalidade própria para isso, a harmonização de duas pessoas, e mesmo ela costuma vir depois do trabalho individual de cada um.

Então o que sobra, honestamente

Sobra o que a tradição de fato propõe, e ele não é pequeno para quem acompanha essa leitura de mundo: um trabalho dirigido ao endereço, aos vínculos das pessoas envolvidas e ao que a Shinri chama de egrégora do negócio.

O que os donos costumam relatar depois é de ordem qualitativa: clima menos áspero, conversas difíceis que finalmente aconteceram, a sensação de que uma situação empacada começou a se mexer. Relato não é evidência, não existe estudo sobre nada disto, e é bom que fique claro que boa parte dessas mudanças tem explicações mais simples: quem faz um trabalho pelo negócio geralmente também parou, olhou para ele e tomou decisões que vinha adiando.

Eu prefiro apresentar assim, sem inflar. É honesto, e quem tem empresa está acostumado a ouvir promessa demais para se impressionar com mais uma.

Onde isso entra no caminho

Como quase tudo na tradição, o ponto de partida costuma ser o Osatoshi Individual, que no caso de uma empresa é o do dono ou o dos sócios. A lógica é a mesma que a tradição aplica a relacionamentos: começar por si costuma mudar mais o conjunto do que trabalhar o conjunto diretamente.

Se o negócio ocupa um imóvel que também é a sua casa, entra o Osatoshi do Lugar. Se o imóvel comercial está parado, sem vender nem alugar, existe a modalidade específica de venda de imóvel. E repito: ninguém promete venda. E se a sua pergunta é mais ampla, sobre o que trava a vida financeira e onde cada leitura entra, o texto sobre bloqueio financeiro trata disso com mais espaço.

O desenho completo das modalidades e a ordem entre elas estão nos tipos de Osatoshi; o formato dos atendimentos, na página de Osatoshi; e a dúvida sobre o seu caso cabe no contato, inclusive para ouvir que o seu problema é de gestão e não é comigo.

Negócio é uma coisa concreta: entra dinheiro, sai dinheiro, gente trabalha, cliente volta ou não volta. Uma prática espiritual pode ter lugar nisso para quem acredita nela, desde que fique claro, dos dois lados, que ela é o acompanhamento e nunca o plano.

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Perguntas frequentes

O que é o Osatoshi para empresas e negócios?
É a modalidade da tradição japonesa da Shinri dirigida a um negócio: o endereço onde ele opera e os vínculos espirituais que a tradição descreve em relação a sócios, donos e envolvidos. É prática espiritual, sem comprovação científica, e não é consultoria de gestão.
Osatoshi aumenta as vendas da empresa?
Não. Ninguém sério promete isso, e quem promete está vendendo o que não tem. Vendas dependem de produto, preço, praça, atendimento, concorrência e economia. O trabalho é espiritual, e essa é a única coisa que ele se propõe a ser.
Quais dados são necessários?
Razão social, endereço completo do estabelecimento, ramo de atividade, nomes dos sócios ou responsáveis, e um relato do que vem acontecendo: clima, rotatividade, movimento, conflitos. Nada de balanço, extrato ou documento financeiro.
Os funcionários precisam saber ou participar?
Não precisam participar de nada, e o trabalho não exige adesão de ninguém. Vale o bom senso: crença é assunto pessoal, e ninguém deve ser constrangido a aderir a uma prática espiritual por causa do trabalho.
Serve para empresa que funciona em casa ou sem endereço fixo?
Sim. Nesses casos o trabalho se apoia mais nos dados do negócio e das pessoas envolvidas do que no endereço. Quem opera de casa costuma ter também a questão do próprio lar em jogo, e isso se conversa antes.

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