Corte de laços: o guia honesto
O que as tradições chamam de vínculo energético, o que um corte de laços se propõe a fazer, o que ele não faz de jeito nenhum e como costumam ser os dias seguintes.
8 min de leitura
Imposição de mãos e relaxamento profundo
Prática japonesa de imposição de mãos criada por Mikao Usui em 1922. A pessoa permanece deitada e vestida enquanto o terapeuta posiciona as mãos sobre ou próximo ao corpo. Integra as práticas do SUS desde 2017.
O Reiki é uma prática de imposição de mãos: o terapeuta posiciona as mãos sobre ou próximo ao corpo da pessoa, sem exercer pressão, com a intenção de canalizar aquilo que a tradição chama de energia vital universal. A pessoa permanece deitada e vestida durante toda a sessão, em ambiente silencioso e acolhedor.
Diferente de terapias manuais como o Shiatsu, o Reiki não envolve manipulação física, pressão ou massagem. É uma prática sutil, baseada na presença e na intenção, que segue sequências de posições de mãos sobre a cabeça, o tronco e as demais regiões do corpo.

O Reiki foi desenvolvido no Japão por Mikao Usui (1865 a 1926), que em 1922 fundou em Tóquio a Usui Reiki Ryoho Gakkai. A linhagem mais difundida no Ocidente passa por Chujiro Hayashi (1880 a 1940) e por Hawayo Takata (1900 a 1980), responsável por levar o Reiki aos Estados Unidos. Chegou ao Brasil pelas décadas de 1980 e 1990. O nome vem do japonês rei (universal) e ki (energia vital).
A evidência científica sobre o Reiki é limitada e heterogênea. Alguns estudos sugerem redução da ansiedade e da dor percebida em contextos como cuidados paliativos e pré e pós-operatório, mas revisões mais rigorosas apontam qualidade metodológica baixa e alto risco de viés. Não há comprovação do mecanismo energético proposto pela tradição. O Reiki integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS desde a Portaria GM/MS nº 849/2017. Isso representa reconhecimento institucional como recurso de cuidado, e não validação científica de eficácia.
Quer saber se Reiki é o caminho para você?
Quero iniciar minha terapia agoraO Reiki não é tratamento médico, não diagnostica e não cura doenças. Jamais deve substituir ou atrasar diagnóstico, cirurgia, medicação, quimioterapia ou acompanhamento psiquiátrico e psicológico. É recurso complementar de relaxamento e apoio emocional.
A evidência é limitada e heterogênea. Alguns estudos sugerem benefício em relaxamento e ansiedade, mas revisões rigorosas apontam baixa qualidade metodológica. É uma prática de baixo risco, com eficácia clínica ainda não estabelecida.
Não é exigida nenhuma crença específica. A maior parte das pessoas relata relaxamento independentemente de suas convicções.
Não, em nenhuma hipótese. É complementar e deve caminhar junto ao acompanhamento de saúde.
Não necessariamente. Muitas vezes as mãos ficam levemente próximas ao corpo, sem contato direto, especialmente em áreas mais sensíveis.
É o processo de iniciação pelo qual um mestre transmite ao aluno, segundo a tradição, a capacidade de canalizar o Reiki. Em japonês, reiju.
Sim. Desde 2017 integra formalmente a lista de práticas da PNPIC, podendo ser ofertado por unidades de saúde que decidam implementá-lo, embora a disponibilidade varie muito entre municípios.
Nada obrigatório. Use roupa confortável, evite chegar correndo e, se puder, vá ao banheiro antes, porque são 45 a 60 minutos deitado. Não há jejum nem restrição alimentar.
Por não envolver pressão, agulha, substância ou manipulação, não há contraindicação clínica conhecida. O risco real é outro: usar o Reiki para adiar uma consulta, um exame ou um tratamento que você precisa fazer.
Sim, é uma das práticas mais frequentemente procuradas na gestação justamente por não haver toque com pressão nem estímulo de pontos. Informe a gravidez ao terapeuta, para que a posição na maca seja confortável para você.
Pode, com o consentimento e a presença de quem é responsável, e em sessões geralmente mais curtas. Vale lembrar que qualquer sintoma persistente da criança precisa de avaliação pediátrica, e o Reiki não ocupa esse lugar.
É absolutamente comum. Boa parte das pessoas relata só um relaxamento discreto, e há quem não note nada além de ter descansado. Sensação forte não é sinal de sessão boa, assim como a ausência dela não é sinal de sessão ruim.
Não. Ele não cura, não trata e não diagnostica nada. O que os relatos descrevem, e alguns estudos de qualidade limitada sugerem, é alívio de tensão e ansiedade percebida. Isso é diferente de tratar uma doença, e a distinção importa.
Na maioria dos casos sim, sem qualquer restrição. Os relatos mais comuns são de sonolência, calma e vontade de beber água. Se você sair muito relaxado, evite compromisso que exija pressa logo em seguida.
Dentro da tradição, sim: o sistema prevê a prática à distância desde sua formulação. Fora dela, não há como comparar as duas formas em termos de evidência, porque a eficácia clínica do Reiki em si não está estabelecida. Quem faz online costuma relatar a mesma sensação de descanso.
Sim, e é assim que ele funciona melhor: ao lado do resto, nunca no lugar. Conte ao terapeuta o que você já faz e não suspenda nenhuma medicação ou consulta por causa das sessões.
Se ficou alguma dúvida, ou se você quer entender melhor antes de marcar.
O que as tradições chamam de vínculo energético, o que um corte de laços se propõe a fazer, o que ele não faz de jeito nenhum e como costumam ser os dias seguintes.
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