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Caio GraccoTerapias da Completude
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Quantos Osatoshis são necessários e por que a série é de três

A tradição da Shinri trabalha com uma série de três, com pelo menos uma semana de intervalo. O que multiplica esse número, o que não muda nada e quando o trabalho virou pacote.

Por Caio Gracco7 min de leitura

Você quer o número. Então vai o número primeiro: a orientação da tradição da Shinri é uma série de três Osatoshis para cada assunto, com pelo menos uma semana de intervalo entre um trabalho e o seguinte. Não é sessão avulsa que resolve, e também não é acompanhamento sem fim.

Esse três tem exceções concretas, e é nelas que mora a confusão de quem pesquisa. Quando o pedido envolve mais de uma família, o número se multiplica. Quando o assunto é uma das ativações, a tradição exige nove ou dez trabalhos anteriores antes de chegar lá. E quando alguém oferece Osatoshi como assinatura mensal sem prazo, o número parou de ser critério espiritual e virou modelo de negócio. Vamos por partes. Se você ainda não sabe do que se trata, comece por o que é o Osatoshi, porque aqui eu parto do princípio de que essa parte já está lida.

Por que três, e não um

A imagem que a tradição usa é a de camadas de cebola sendo retiradas. O primeiro trabalho alcança o que está mais à mão. O segundo alcança o que só ficou acessível depois que o primeiro passou. O terceiro fecha o que os dois anteriores abriram.

Essa lógica não é exclusiva do Osatoshi. Quem já fez qualquer processo em etapas reconhece o desenho: a primeira conversa nunca é a mais funda, e nem por isso ela foi inútil. A diferença é que aqui a sequência é declarada desde o começo, com número e intervalo, em vez de ficar em aberto.

Vale dizer o óbvio, que quase nenhum site diz: isso é uma explicação interna da tradição, não um mecanismo demonstrado. Não existe estudo sobre Osatoshi, não existe medida do que acontece entre um trabalho e outro, e a série de três é uma orientação da própria associação. Você pode aceitá-la como método sem precisar acreditar que ela é a única forma possível.

O intervalo de uma semana e por que ele não é burocracia

Emendar dois trabalhos em dias seguidos não acelera coisa alguma, segundo a orientação da tradição. O intervalo existe para que o que foi mexido tenha tempo de assentar, e para que a pessoa perceba alguma coisa antes do trabalho seguinte.

Na prática do atendimento, o intervalo mais comum acaba sendo de uma a três semanas. Uma semana é o piso. O teto é a sua vida: quem viajou, quem entrou numa semana impossível de trabalho, quem adoeceu, pode esticar sem prejuízo nenhum. A série não estraga por causa de um mês de pausa.

O que atrapalha de verdade é o contrário: fazer três trabalhos em nove dias porque a ansiedade mandou. Quem chega com pressa costuma estar buscando alívio imediato, e alívio imediato não é o que essa prática oferece. Sobre o que costuma aparecer nos dias seguintes, escrevi em o que se sente depois de um Osatoshi.

Quando o número deixa de ser três

Aqui está a parte que muda a conta, e que raramente aparece nos anúncios. O três é por assunto, não por pessoa. Alguns pedidos contêm mais de um assunto por natureza.

  • Ancestrais. O trabalho é separado para o ramo paterno e para o materno. Quem carrega vários sobrenomes precisa de um pedido para cada família, e cada família tem a sua série de três.
  • Vingativos da família. Mesma lógica de linhagem, com até três repetições por família.
  • Lugares. Cada endereço é um pedido. Casa e ponto comercial não entram no mesmo trabalho.
  • Falecidos. Cada pessoa falecida é um pedido próprio, e a tradição recomenda aguardar cerca de cinquenta dias após a morte antes de pedir.
  • Ativações. Não são três. São nove ou dez trabalhos antes, e depois a ativação.

Some tudo e você entende por que a tradição não vende isso como solução rápida. Um caminho que envolve as duas linhagens familiares mais o trabalho individual já passa de dez pedidos, com intervalo semanal entre eles. Isso é medido em meses.

As ativações e a conta que quase ninguém faz

As três ativações da tradição são a parte mais anunciada e a menos explicada. A associação estabelece pré-requisitos pesados para todas elas.

Para a ativação da prosperidade, são três Osatoshis individuais voltados ao tema, um de ancestrais responsáveis, três de ancestrais paternos e maternos e três de vingativos de ancestrais. Dez trabalhos antes da ativação. Para as ativações de vida afetiva e de saúde e vitalidade, são nove.

Faça a conta com o intervalo mínimo e você chega a um caminho de vários meses, na melhor das hipóteses. Quem oferece uma ativação como primeiro atendimento não está sendo generoso com você: está ignorando a regra da própria tradição que diz estar seguindo. O mapa completo das modalidades e da ordem entre elas está em tipos de Osatoshi.

O que não define o número de Osatoshis

Três coisas, muito comuns, não deveriam entrar nessa conta e entram o tempo todo.

A primeira é a gravidade percebida do problema. Não existe caso grave demais que peça vinte trabalhos. O critério é o assunto, não o tamanho do medo de quem chega.

A segunda é a urgência. Nada em Osatoshi fica melhor porque foi feito com pressa, e ninguém deveria pagar mais caro por atendimento imediato numa prática que não é emergência. Se existe emergência de verdade, o endereço é outro.

A terceira é a insistência de quem conduz. Trabalho espiritual que se renova sozinho, mês após mês, sem que você saiba dizer qual é o assunto atual, virou dependência. Se você faz há um ano e não consegue nomear o que está sendo tratado agora, essa é a pergunta a levar para a próxima conversa.

Como saber que a série chegou ao fim

O encerramento precisa estar combinado desde o começo. Um assunto declarado, um número previsto, uma conversa de fechamento. Sem isso, qualquer número é arbitrário.

Ao fim de uma série, três respostas são possíveis, e todas as três são legítimas. A primeira: o assunto se moveu e o trabalho está encerrado. A segunda: apareceu outro assunto, que pode virar uma nova série, com começo e fim próprios. A terceira, que eu preciso dizer que existe: não se moveu nada, e insistir não é a única saída.

No consultório, o que eu mais escuto de quem chega vindo de outro lugar é uma variação da mesma frase: "eu já fiz um monte e não sei quantos". Isso, por si só, já diz alguma coisa sobre como o trabalho foi conduzido.

O número certo para o seu caso

Se você chegou até aqui procurando um número e ficou com a impressão de que a resposta depende, é porque depende mesmo, mas depende de coisas concretas: quantos sobrenomes, quantos endereços, qual modalidade, qual destino. Nada disso é misterioso e nada disso deveria custar uma consulta para ser explicado.

A página da prática reúne o formato dos atendimentos em Osatoshi, e a dúvida específica pode ir direto pelo contato. Se você quiser começar pelo caminho mais simples, ele está em por onde começar.

Uma tradição que estabelece dez trabalhos antes de uma ativação está dizendo, com todas as letras, que não existe atalho aqui. Quem promete atalho está vendendo outra coisa com o mesmo nome.

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Perguntas frequentes

Quantos Osatoshis são necessários?
A orientação geral da tradição da Shinri é uma série de três para cada assunto, com pelo menos uma semana de intervalo entre eles. Esse número se multiplica quando o pedido envolve mais de uma família, mais de um endereço ou mais de um falecido. As ativações são a exceção grande: exigem nove ou dez trabalhos antes.
Posso fazer só um Osatoshi para experimentar?
Pode, e muita gente faz. A tradição entende que um trabalho isolado alcança menos do que a série, mas ninguém é obrigado a se comprometer com três antes de conhecer o formato. Se a ideia é experimentar, diga isso com todas as letras a quem for conduzir.
Qual o intervalo entre um Osatoshi e outro?
Pelo menos uma semana. A tradição descreve o trabalho como camadas sendo retiradas, e entende que emendar dois trabalhos em dias seguidos não acelera nada. Na prática, o intervalo costuma ser de uma a três semanas, conforme a sua vida permitir.
Quanto tempo leva uma série completa de Osatoshi?
Uma série de três com intervalo semanal ocupa cerca de um mês. Quando o pedido envolve linhagem paterna e materna, ou um endereço além da pessoa, é razoável pensar em alguns meses. Quem promete resolver tudo em uma semana está ignorando a própria regra da tradição.
Preciso continuar fazendo Osatoshi para sempre?
Não, e essa é uma pergunta que vale fazer em voz alta. Trabalho espiritual que vira assinatura mensal indefinida deixou de ser trabalho. Cada série precisa ter um assunto declarado no começo e um encerramento previsto.

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