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Caio GraccoTerapias da Completude
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Osatoshi: por onde começar quando você não sabe o que pedir

São cerca de vinte modalidades e quase todo mundo trava na escolha. O caminho mais curto, as duas exceções razoáveis e o que perguntar antes de mandar a primeira mensagem.

Por Caio Gracco7 min de leitura

Você leu sobre Osatoshi, achou que fazia sentido, abriu a lista de modalidades e travou. Individual, de ancestrais, de vingativos, do lugar, divórcio energético disso, harmonização daquilo, ativação de mais três coisas. São cerca de vinte nomes e nenhum deles explica sozinho para quem serve.

A resposta prática é mais curta do que a lista sugere: na quase totalidade dos casos, começa-se pelo Osatoshi Individual. Ele não exige nada antes, é a base do sistema e é exatamente o que a tradição pede como pré-requisito da maioria dos outros trabalhos. Isso vale mesmo quando a sua dor parece ser sobre outra pessoa, sobre a casa que não vende ou sobre dinheiro que não fica. O mapa completo das modalidades está em tipos de Osatoshi; aqui eu trato só do começo.

Por que quase sempre é o individual

Parece contraintuitivo. Se o problema é a relação com sua mãe, por que não pedir logo a harmonização entre vocês duas?

Porque a própria associação observa que muita gente pede harmonização quando o mais indicado seria o trabalho individual. Não é um conselho meu: é um critério da tradição, e ele é honesto de um jeito raro nessa área, porque redireciona a pessoa para si mesma em vez de vender o trabalho mais caro.

Existe uma lógica prática nisso, e ela funciona mesmo fora de qualquer leitura espiritual. Quando alguém chega dizendo que o problema é o outro, o único terreno sobre o qual essa pessoa tem alguma influência é ela mesma. Começar por si não é resignação nem culpa: é começar por onde se pode mexer.

E há a razão de estrutura: o Individual é pré-requisito de quase todas as ativações. Quem começa por ele não perde nada, porque esse trabalho vai ter que acontecer de qualquer jeito. Quem começa por outro lugar, muitas vezes, volta ao começo depois. O que ele trata está descrito em Osatoshi Individual.

As duas exceções razoáveis

A primeira é quando o assunto é claramente um endereço, e não uma pessoa. Casa nova que pesa desde o primeiro dia. Ponto comercial em que nenhum negócio para de pé. Sala que ninguém da família quer usar. Nesses casos, o Osatoshi do Lugar é o pedido direto, e você vai precisar do endereço completo, da função do lugar e de um relato do que acontece. Vale lembrar antes que muito do que se atribui ao lugar tem explicação bem mais terrena.

A segunda exceção é a harmonização de egrégoras. Ela não exige nada antes e trata dos grupos aos quais você pertence: profissionais, religiosos, acadêmicos, familiares. Por não ter pré-requisito e por tratar de um assunto menos íntimo, acaba sendo a porta de entrada mais leve do sistema para quem quer conhecer o formato sem se comprometer com uma sequência.

Há ainda um caso específico e sensível: quando alguém morreu há pouco tempo e é isso que te trouxe. Aí a regra concreta importa mais do que a escolha de modalidade. A tradição recomenda aguardar cerca de cinquenta dias após o falecimento, antes de qualquer pedido.

O que separar antes de escrever

Nada complicado, e nada que custe dinheiro.

Nome completo e data de nascimento. Se o assunto envolver família, os sobrenomes das linhagens paterna e materna, porque cada família é um pedido próprio. Se envolver imóvel, o endereço completo com número e complemento. Se envolver empresa, razão social, endereço e ramo. Se envolver alguém que morreu, nome completo, datas e circunstâncias, e no caso de um animal basta o nome, se não houver mais nada.

O que não é necessário, e ninguém deveria pedir: foto sua, mecha de cabelo, peça de roupa, objeto pessoal enviado pelo correio, documento, comprovante de renda. Nenhuma dessas coisas faz parte do método, e a presença delas é um sinal por si só.

Você também não precisa chegar com o problema bem formulado. "Alguma coisa se repete e eu não entendo por quê" é um começo perfeitamente bom. A conversa inicial existe para transformar isso em assunto de trabalho.

O que perguntar antes de fechar

Faça essas perguntas por escrito, e repare menos na resposta do que na disposição de responder.

Qual é o assunto deste trabalho, em uma frase. Quantos trabalhos estão previstos e quando isso encerra. Qual o valor total, e se ele muda por urgência, o que não deveria acontecer. O que exatamente eu recebo depois: conversa, texto, áudio. O que acontece se eu não perceber diferença nenhuma. E o que você faz se eu disser que quero parar no meio.

Um terapeuta que responde a essas seis perguntas sem rodeio está te dando o que importa. Um que se irrita, que responde de forma vaga ou que devolve com uma frase mística sobre confiança acaba de te dar uma resposta também.

O que não deve ser o seu primeiro pedido

As três ativações. Prosperidade, vida afetiva, saúde e vitalidade.

Elas são as mais anunciadas por aí e são também as que a tradição coloca no fim da fila. A ativação da prosperidade exige dez trabalhos antes: três individuais voltados ao tema, um de ancestrais responsáveis, três de ancestrais paternos e maternos e três de vingativos de ancestrais. As outras duas exigem nove. Com intervalo mínimo de uma semana entre trabalhos, isso é um caminho de meses, e a conta está feita em quantos Osatoshis são necessários.

Se alguém te ofereceu uma ativação como primeiro atendimento, essa pessoa está ignorando a regra da tradição que diz seguir. E vale repetir o limite que a própria associação estabelece: a ativação da prosperidade não existe para trazer dinheiro. Quem prometeu faturamento vendeu outra coisa com esse nome.

Quando o primeiro passo não é Osatoshi nenhum

Preciso escrever isso aqui, no texto sobre começar, e não escondido no fim.

Se o que te trouxe é sofrimento psíquico que atrapalha o seu dia, o primeiro endereço não é este. Não porque a prática faça mal, mas porque ela ocuparia o lugar do que resolve e adiaria o que precisa acontecer agora. Dizer isso faz parte do meu trabalho e não é recusa dele.

O mesmo vale para sintoma físico sem investigação. Antes de qualquer leitura espiritual sobre o corpo, exame e consulta.

Um caminho possível, do começo ao fim

Para quem gosta de ver o desenho inteiro: uma conversa inicial em que você conta o que está acontecendo e o assunto é definido. Três trabalhos, com pelo menos uma semana entre eles, o que costuma ocupar cerca de um mês. Uma devolutiva depois de cada um ou ao final, conforme o combinado, e o registro escrito, se você quiser. Um encerramento, com uma conversa honesta sobre o que se moveu e o que não se moveu.

Depois disso, três respostas são possíveis e todas legítimas: encerrou; apareceu outro assunto, que vira uma nova série com começo e fim próprios; ou não se moveu nada, e insistir não é a única saída.

O formato dos atendimentos está em Osatoshi, e a primeira mensagem pode ir pelo contato, inclusive para ouvir que o seu caso não é para mim. Começar pequeno, com assunto definido e prazo à vista, é o oposto de começar comprando um caminho inteiro. E é o único jeito de você conseguir avaliar, depois, se aquilo valeu.

Quer conversar sobre o seu caso?

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Perguntas frequentes

Qual Osatoshi fazer primeiro?
Na quase totalidade dos casos, o Osatoshi Individual. Ele não tem pré-requisito e é justamente o que a tradição pede antes da maioria dos outros trabalhos. Vale mesmo quando a sua dor parece ser sobre outra pessoa, sobre um imóvel ou sobre dinheiro.
Preciso saber qual é o meu problema espiritual para pedir?
Não. Você não precisa nomear nada em vocabulário espiritual. Dizer que alguma coisa se repete e você não entende por quê já é ponto de partida suficiente para a conversa inicial.
Que dados preciso separar antes?
Nome completo e data de nascimento. Se o assunto envolver família, os sobrenomes das linhagens paterna e materna. Se envolver um imóvel, o endereço completo. Se envolver alguém que morreu, nome e datas. Nada de foto, objeto pessoal ou material enviado.
Quanto tempo leva do primeiro contato ao fim da série?
Uma série de três com intervalo semanal ocupa cerca de um mês, somada à conversa inicial e à devolutiva final. Se o assunto envolver as duas linhagens familiares ou mais de um endereço, pense em alguns meses.
Dá para fazer só um trabalho e ver como fica?
Dá. A tradição orienta uma série de três, mas ninguém é obrigado a se comprometer com o conjunto antes de conhecer o formato. Diga com clareza que quer experimentar e veja como a pessoa reage a isso.

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