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Caio GraccoTerapias da Completude
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Osatoshi para quem não tem religião: dá para fazer sem acreditar?

Ateu, agnóstico, de outra fé ou simplesmente sem paciência para religião. O que a prática exige de verdade, o que ela não exige e por que ninguém precisa fingir convicção.

Por Caio Gracco7 min de leitura

Você não reza, não frequenta nada, acha a maioria das explicações espirituais frágil, e mesmo assim chegou até aqui por algum motivo que talvez nem seja fácil de nomear. Alguma coisa se repete na sua vida e você já tentou o que costuma resolver. A pergunta prática é: dá para fazer um trabalho desses sem comprar o pacote inteiro de crenças que vem junto?

Dá. O Osatoshi não exige conversão, não exige filiação, não pede frequência a lugar nenhum, não pede que você declare acreditar em nada e não pede que você abandone o que já pensa. O que ele exige é banal: seus dados e uma descrição do assunto. Isso é tudo. E como não existe estudo científico que o sustente, ninguém tem autoridade para dizer que a sua descrença estraga alguma coisa. Se você quiser conhecer a prática antes de decidir, ela está descrita em o que é o Osatoshi.

O que a prática pede de você, na íntegra

Nome completo, data de nascimento, e o que a modalidade específica exigir: sobrenomes de família, endereço de imóvel, nome de um falecido. Uma conversa inicial em que você conta o que está acontecendo, com o nível de detalhe que quiser dar. Depois, uma devolutiva.

Não há mais nada. Nem oração, nem meditação, nem visualização, nem horário em que você precise estar disponível, nem restrição alimentar, nem roupa branca, nem proibição de nada. Você pode estar dormindo, trabalhando ou no supermercado enquanto o trabalho acontece, como explico em Osatoshi à distância.

Isso torna a prática mais fácil de acessar do que quase qualquer caminho espiritual organizado. E também mais fácil de encerrar: você pede, recebe, avalia, e a relação termina ali se você quiser. Não existe vínculo, não existe frequência esperada, não existe alguém cobrando o seu retorno.

Por que "você precisa acreditar" costuma ser um mau argumento

Já ouvi essa frase ser usada de duas maneiras, e as duas me incomodam.

A primeira é como filtro na porta: só entra quem já concorda. Isso transforma o trabalho num clube e exclui exatamente quem chegaria com a cabeça mais aberta, que é quem duvida e resolveu olhar mesmo assim.

A segunda é pior, e aparece depois: se não funcionou, é porque você não acreditou o suficiente. Essa frase joga a responsabilidade do resultado inteiramente sobre quem procurou ajuda, e é uma das maneiras mais elegantes de nunca prestar contas. Se você ouvir isso de alguém, entenda que acaba de receber uma informação valiosa sobre essa pessoa.

O que eu peço é outra coisa, bem mais modesta: honestidade sobre o que você espera. Se você está aqui por curiosidade, diga. Se está aqui porque tentou tudo e não sabe mais o que fazer, diga também. As duas posições são legítimas, e saber onde você está me ajuda a não vender o que você não quer.

O que fazer com o vocabulário que não desce

A tradição fala de espíritos presos, de ancestrais, de linhagem, de salvação. Se essas palavras te soam como folclore, você tem duas opções e nenhuma delas é fingir.

A primeira é usar o vocabulário como linguagem de trabalho, sem assinar embaixo. Isso é mais comum do que parece e não é desonesto. Quando alguém diz que precisa "fechar um ciclo", ninguém exige uma teoria sobre o que é um ciclo. A palavra organiza uma experiência. Ancestral, na prática de um atendimento, muitas vezes organiza a percepção de que existe alguma coisa se repetindo na família que ninguém nomeou, o que também pode ser lido em chave completamente terrena.

A segunda opção é dizer que não faz sentido para você e ir embora. Isso é uma resposta perfeitamente boa. Nem tudo precisa servir para todo mundo, e eu prefiro dispensar alguém do que convencê-la de uma coisa que ela não quer.

Ateu, agnóstico, e a diferença que isso faz aqui

Do lado prático, quase nenhuma.

Quem se define como ateu costuma chegar com uma pergunta afiada, do tipo "então me explica o que exatamente você faz". A resposta é a que dou em qualquer lugar: eu conduzo um trabalho segundo o método de uma tradição, não tenho mecanismo demonstrado para oferecer, não tenho estudo para citar, e o que existe é relato de quem fez. Se isso for pouco para você, é pouco mesmo. Não vou preencher esse buraco com física quântica, energia de frequência alta ou qualquer outra palavra que soe científica sem ser.

Quem se define como agnóstico costuma chegar mais tranquilo, com uma disposição de experimentar sem se comprometer. Essa posição, na minha experiência de consultório, é a mais confortável de todas, porque não exige nada de ninguém.

E há um terceiro grupo, grande, que não se define de jeito nenhum: gente que foi criada em alguma religião, se afastou e ficou com um resto de sensação de que existe alguma coisa, sem saber o quê. Se é o seu caso, você não precisa resolver essa questão antes de tratar o assunto que te trouxe.

Quem tem outra fé

Se você é de uma tradição religiosa e está com receio de estar fazendo algo incompatível, essa é uma pergunta legítima e ela não é minha para responder.

O que posso dizer do meu lado: o Osatoshi não pede que você deixe nada, não exige exclusividade e não trata a sua religião como problema a ser resolvido. Nunca vou sugerir que a sua fé é o motivo do que você está passando, nem propor que você se afaste de onde reza. Terapeuta que faz isso está usando a fé de alguém como alavanca de venda, e isso é um dos abusos mais feios da área.

Existe, sim, uma modalidade que trata do vínculo de quem já saiu de um grupo espiritual por conta própria, e ela tem uma regra rígida: só a própria pessoa pode pedir, nunca um terceiro. Trato disso em divórcio energético de religião, e o texto não fala mal de instituição nenhuma, porque o assunto ali é o vínculo pessoal, não a instituição.

Do lado da sua tradição, se houver restrição, a resposta é sua. Você não precisa da minha permissão nem da minha opinião para decidir isso.

O critério que vale mais do que crença

Se você não tem religião e mesmo assim quer experimentar, o que protege você não é a fé. É o método de escolha.

Pergunte quantos trabalhos estão previstos e quando acaba. Pergunte o valor antes, por escrito, e confira se ele muda conforme a urgência ou o desespero, porque não deveria. Pergunte o que acontece se você não perceber diferença nenhuma. Repare se alguém insiste depois de um "não", se aparece mensagem fora de hora, se surge a sugestão de que interromper agora seria arriscado. Nada disso depende de você acreditar em espíritos. As perguntas todas estão reunidas em o que perguntar antes de marcar.

O formato dos atendimentos está em Osatoshi, e a conversa pode ir pelo contato, inclusive para ouvir que o seu caso não é para mim. Descrença não é obstáculo a um trabalho honesto. Ela costuma ser, na verdade, uma boa companhia.

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Perguntas frequentes

Preciso ter religião para fazer Osatoshi?
Não. A prática vem de uma tradição espiritual específica, mas não exige filiação, conversão, frequência a nenhum lugar nem adesão a doutrina alguma. Quem procura vem de origens muito diferentes, incluindo pessoas sem religião nenhuma.
Preciso acreditar para que funcione?
Ninguém pode te prometer que funciona, com fé ou sem ela, porque não existe estudo sobre isso. O que a tradição pede não é convicção prévia: é apenas que você diga o que quer tratar e forneça os dados. Fingir crença não ajuda em nada e atrapalha a sua própria avaliação depois.
Sou de outra religião. Isso é problema?
Não do meu lado. O Osatoshi não pede que você abandone o que já pratica e não trata a sua fé como obstáculo. Se a sua tradição tem restrições sobre isso, essa é uma conversa sua com ela, e a resposta é sua, não minha.
Vou ter que aprender orações ou fazer rituais?
Não. Do seu lado não há oração, ritual, jejum, roupa específica, horário obrigatório nem nada a decorar. Você não precisa fazer coisa alguma enquanto o trabalho é conduzido.
Osatoshi é seita ou algum tipo de grupo fechado?
Do ponto de vista de quem contrata um trabalho, não existe grupo a integrar: você pede, recebe uma devolutiva e a relação termina ali se você quiser. Se em algum momento aparecer pressão para participar, doar, recrutar ou cortar contato com alguém, isso não é característica do trabalho e é motivo para sair.

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